131 pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil em 2022

A Redação

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, ao lado da secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, receberam da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o “Dossiê Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras”.

 

O dossiê faz parte das ações voltadas ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado hoje (29/01) data que marca a luta pelos direitos da população trans desde 1992, e traz atualizações sobre a situação de violência, violações de direitos humanos e assassinatos contra pessoas trans brasileiras.

 

Das 131 mortes em 2022, a mais jovem assassinada tinha 15 anos, desse total, 130 foram de mulheres trans e travestis e uma a homem trans, em que quase 90% das vítimas tinham de 15 a 40 anos.

 

Segundo o relatório, mulheres trans e travestis têm até 38 vezes mais chance de serem assassinadas em relação aos homens trans e às pessoas não-binárias. O estado de Pernambuco foi o que mais registrou assassinatos, com 13 casos, seguido por São Paulo (11), Ceará (11), Minas Gerais (9), Rio de Janeiro (8) e Amazonas (8).

 

Houve ao menos 142 violações de direitos humanos com motivação de transfobia no Brasil em 2022.

 

De acordo com o ranking mundial do projeto internacional Trans Murder Monitoring (monitoramento de assassinatos de pessoas trans), o Brasil lidera em número de mortes.

 

Entre 2008 e setembro de 2022 foram 1.741 mortes.

Brasil (37,5%);

México (14%);

Estados Unidos (8%).

 

O levantamento mostra ainda que 68% dos casos acontecem na América Latina e Caribe. Onde o Brasil é o país com mais mortes pelo 14º ano consecutivo.

A Redação

Compartilhe este artigo/matéria
Deixe um comentário