Seis meses depois de Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, a guerra que o presidente Donald Trump chamou de “pequena incursão” se transformou em um impasse profundamente impopular. O Irã não se rendeu, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz continua severamente prejudicado e não há um caminho claro para o fim do conflito, que Trump chegou a prever que terminaria em quatro semanas.
A aprovação de Trump caiu de 40% para 33% desde o começo do conflito, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, enquanto o aumento dos preços da gasolina enfraqueceu sua promessa de campanha de reduzir o custo de vida dos americanos. As forças armadas e a economia do Irã sofreram danos graves — a inflação de alimentos chegou a 128% em julho —, mas Teerã ainda consegue lançar ataques e manter o Estreito de Ormuz fechado.
As Forças Armadas americanas também perderam drones e aeronaves, com 42 aeronaves militares perdidas no conflito segundo relatório do Congresso, além de terem utilizado “praticamente todo” o estoque global de determinados mísseis de precisão. Avaliações de inteligência americana estimam que o “tempo de ruptura” nuclear do Irã chegue a um ano, ante até seis meses antes da guerra.
Fonte: CNN Brasil (Reuters). Foto: Reprodução/CNN Brasil.
