Ásia e Europa têm surto de coqueluche e vacinação deve ser reforçada no Brasil

Redação
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Em maio deste ano, a União Europeia divulgou o Boletim Epidemiológico que demonstrava o aumento da doença em pelo menos 17 países, com mais 32.037 casos notificados de coqueluche entre 1º de janeiro e 31 de março de 2024. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC) informou que, em 2024, foram notificados no país 32.380 casos e 13 óbitos pela doença.

No Brasil, o Ministério da Saúde emitiu uma Nota Técnica com recomendações de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica da doença, diante do cenário global.

Em Goiás, não há números expressivos da doença, que teve apenas um caso confirmado em 2022 e um neste ano de 2024, mas sem óbitos. Em 2023 não houve registros de coqueluche no estado. Apesar disso, a cobertura vacinal da pentavalente é considerada baixa, com índice de 76,12% em 2022 e 78,19% no ano passado. O preconizado pelo MS é cobertura vacinal acima de 90%.

DOENÇA
A doença é caracterizada por sintomas como tosse seca, febre e cansaço, que podem levar a complicações, como pneumonia, desidratação e paradas respiratórias. No Brasil, ela é controlada pela vacinação. O último pico de coqueluche no país aconteceu em 2014. Entretanto, a queda expressiva verificada nas coberturas vacinais desde 2016 tem preocupado as autoridades de saúde e aumenta a necessidade de manter a imunização em dia.

A vacinação contra a doença é feita primeiro com a pentavalente, que tem esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida). Depois, são necessários reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos. Apenas após todas as doses, a criança é considerada efetivamente protegida contra a doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza ainda a dTpa para a vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais da área da saúde contra a coqueluche.

Foto: Aline Rodrigues
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