Sinais contraditórios dos Estados Unidos e do Irã sobre o andamento das negociações para pôr fim à guerra, que já dura cinco meses, aumentaram a incerteza em agosto, com um novo ataque à navegação no Estreito de Ormuz destacando os riscos aos fluxos globais de energia. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações estavam em andamento e que seria a “última chance” de Teerã assinar um acordo, mas autoridades iranianas negaram que houvesse conversas em curso.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, o país não tinha planos de receber delegações estrangeiras nem de enviar negociadores ao exterior, e as únicas tratativas em curso eram com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz. A via, por onde passa um quinto dos embarques globais de petróleo bruto e gás natural, teve o tráfego reduzido depois que um navio foi atingido por um projétil não identificado perto da costa de Omã.
Analistas afirmam que o Irã aposta em resistir à pressão de Washington, usando rotas comerciais e a infraestrutura energética da região como pontos de pressão. Trump, por sua vez, reiterou que a Marinha dos EUA mantém controle total sobre o estreito e que nada passará “a menos que um acordo, ou uma rendição total, seja alcançado”.
Fonte: CNN Brasil. Foto: Reprodução/Reuters via CNN Brasil.
