Existem cerca de 3 mil espécies de cobras no mundo, mas menos de 400 têm veneno forte o bastante para causar danos graves a uma pessoa. E só uma pequena parte delas pode matar antes que a vítima consiga chegar a um hospital. Ainda assim, as picadas de cobra são responsáveis por cerca de 138 mil mortes por ano no planeta. Conheça algumas das espécies mais perigosas:
Taipan do interior (Austrália)
Nenhuma cobra terrestre tem veneno tão potente. Uma única picada da taipan do interior tem veneno suficiente para matar cerca de 100 adultos, e, sem soro, a morte pode ocorrer em 30 a 45 minutos. A boa notícia: ela vive em regiões remotas, é tímida e raramente pica pessoas.
Mamba-negra (África)
A cobra mais temida da África não tem esse nome pela cor da pele, e sim pelo interior escuro da boca, que ela mostra como aviso. Pode passar dos 4 metros, atingir cerca de 20 km/h em arrancadas curtas e morder várias vezes seguidas. Sem tratamento, a picada é quase sempre fatal.
Víbora-de-escamas-dentadas (Ásia e Oriente Médio)
Pequena e noturna, é apontada como a cobra que mais mata pessoas no mundo, por viver em regiões muito populosas da Índia, do Paquistão e do Oriente Médio. A picada provoca sangramentos e pode levar à insuficiência renal.
Cobra-rei (Sul e Sudeste Asiático)
É a maior cobra venenosa do mundo, podendo chegar a quase 6 metros. Alimenta-se principalmente de outras cobras e injeta uma quantidade tão grande de veneno que seria capaz de matar um elefante em poucas horas.
Kraite-comum (Índia)
Sua picada muitas vezes não dói no início, o que faz as vítimas acharem que não aconteceu nada grave. Ativa à noite, costuma picar pessoas que dormem no chão, em áreas rurais da Índia. O veneno pode paralisar os músculos da respiração.
Víbora do Gabão (África)
Tem as presas mais longas entre todas as cobras, com até 5 centímetros, e é a que injeta mais veneno por picada. Com camuflagem perfeita, fica quase invisível no chão da floresta, mas costuma ser lenta para atacar.
Terciopelo (América Central)
Responsável pela maioria dos acidentes com cobras na América Central, do México à Colômbia. Parente das jararacas brasileiras (gênero Bothrops), tem veneno que impede a coagulação do sangue e destrói tecidos no local da picada.
Cobra-do-mar de Belcher (Oceano Índico)
É frequentemente citada como dona do veneno mais tóxico entre todas as cobras. Apesar disso, mortes humanas confirmadas são raríssimas: ela é dócil e reluta em morder, e a maioria dos encontros acontece com pescadores.
O que fazer em caso de picada
Na maioria dos casos, o soro antiofídico, aplicado o quanto antes, é o que salva a vida da vítima. Por isso, em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, sem tentar sugar o veneno, cortar o local ou fazer torniquete.
Fonte: Lux You Desire. Foto: Reprodução/Lux You Desire.
