Faltam quatro dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (4), e os quatro principais candidatos ao Governo de Goiás entraram na semana decisiva da campanha concentrando esforços nos eleitores que ainda podem mudar de ideia até a votação. As equipes apostam principalmente em mais presença nas ruas, reforço nas redes sociais e na tentativa de manter firme quem já declarou apoio.
O governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) não detalharam publicamente as ações previstas para a reta final. Já o senador Wilder Morais (PL) afirmou que pretende manter o contato direto com o eleitor e insistir em temas como a saúde pública e a defesa de pautas conservadoras. “Nossa estratégia nessa reta final é continuar conversando com as pessoas, apresentando nossas propostas para melhorar Goiás, principalmente na questão da saúde”, disse o senador, que também associa sua candidatura à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
PT aposta em redes sociais e mobilização
O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) afirmou ter ampliado os investimentos em comunicação digital dentro do limite financeiro da campanha e disse notar maior procura por materiais de divulgação nos comitês, além de caminhadas e carreatas espontâneas em diferentes regiões do estado. Para ele, esse movimento é sinal de crescimento da candidatura e abre a possibilidade de uma disputa mais apertada do que indicam as pesquisas públicas. “Por essa razão e pelas pesquisas internas, estou confiante de que vamos surpreender e podemos ir ao segundo turno”, declarou.
Corpo a corpo ganha peso nos últimos dias
Na avaliação do consultor em marketing político Felipe Fulquim, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), a lógica da reta final tende a se repetir entre os quatro candidatos: ampliar ao máximo as agendas externas, com caminhadas, carreatas e reuniões de diferentes portes, para reduzir a distância entre candidato e eleitor. “O corpo a corpo com o eleitorado será fundamental para ser lembrado e escolhido nessa reta final”, avalia.
Segundo o consultor, as campanhas também devem mirar os eleitores que já decidiram o voto, estimulando-os a converter familiares e amigos ainda indecisos, ao mesmo tempo em que mantêm o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, ferramenta que ganha peso justamente quando a disputa pela atenção do eleitor fica mais acirrada.
Fulquim chama atenção ainda para o risco da abstenção, que tem crescido nas últimas eleições estaduais: em 2022, 21,7% dos eleitores goianos — cerca de 1,05 milhão de pessoas — não compareceram às urnas. Por isso, segundo ele, a disputa final não se resume a conquistar indecisos, mas também a garantir que quem já decidiu o voto efetivamente compareça no domingo.
Fonte: O Hoje (reportagem de Bruno Goulart). Foto: Divulgação.
