O Dia do Trabalhador foi marcado por mobilizações em todo o Brasil. Em Goiânia, milhares de pessoas participaram de ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO), entidades sindicais e movimentos sociais. A concentração teve início na Rua 44 e seguiu em caminhada até a Praça do Trabalhador. O Adufg-Sindicato, entidade que representa os docentes das universidades federais de Goiás, esteve presente com membros da diretoria e professores filiados.
As principais bandeiras da mobilização foram o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial, o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, e a defesa da soberania nacional.
Fim da jornada 6×1 como pauta estrutural
A presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, defendeu o fim da escala 6×1 como uma conquista necessária para toda a classe trabalhadora. “Trata-se de uma luta para defender condições mais dignas de vida e de trabalho para milhões de brasileiros”, afirmou. O tema ganhou força com o envio do Projeto de Lei nº 1838/2026 ao Congresso Nacional em regime de urgência, pelo presidente Lula, em 14 de abril, com prazo de até 45 dias para votação.
O 1º vice-presidente da entidade, professor Humberto Carlos Ruggeri Júnior, reforçou a importância da união entre categorias. “É fundamental que professoras e professores das universidades federais se mantenham engajados nessa luta, somando forças com as demais categorias do país”, declarou.
Pauta dos servidores públicos
Geovana Reis também destacou o envio ao Congresso da regulamentação da Convenção 151 da OIT, que prevê mesas permanentes de negociação entre servidores e gestores. “Estamos aqui para lutar pela efetivação desse direito de negociar permanentemente com os nossos gestores”, afirmou.
A diretora-secretária Marilda Shuvartz acrescentou às reivindicações a tramitação da PEC 555/2006, que propõe o fim da contribuição previdenciária de servidores públicos aposentados e pensionistas. “Buscamos encerrar a cobrança previdenciária de servidores aposentados que já contribuíram durante toda a sua vida laboral”, defendeu.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Adufg-Sindicato — Foto: Ascom Adufg-Sindicato
