Governo de Goiás propõe reajuste de 70% nas pensões das vítimas do acidente com césio-137

Redação
Por Redação
Governo de Goiás propõe reajuste de 70% nas pensões das vítimas do acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987.

O governador Ronaldo Caiado enviou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), nesta segunda-feira (16/3), projeto de lei que reajusta em 69,92% o valor das pensões pagas às 603 vítimas do acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em Goiânia em setembro de 1987 — considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.

Com a aprovação da proposta, os valores passariam a vigorar a partir de abril. Para os afetados por radiação superior a 100 Doses Absorvidas de Radiação (RAD), o benefício sobe de R$ 1.908 para R$ 3.242. Para os demais acidentados, o valor passa de R$ 954 para R$ 1.621.

Para Caiado, o reajuste é uma questão de “respeito, justiça e cuidado com as vítimas”. “Essa tragédia marcou profundamente a história do nosso estado e a vida de muitas famílias que convivem, até hoje, com as consequências da contaminação”, afirmou.

O impacto orçamentário estimado é de R$ 3,6 milhões em 2026 e R$ 4,9 milhões por ano em 2027 e 2028. O governador também informou que uma auditoria ampla foi realizada na lista de beneficiários, resultando na exclusão de pessoas que recebiam o benefício de forma irregular.

Além da pensão, o Governo de Goiás oferece às vítimas assistência médica especializada pelo Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira (Cara) e apoio em saúde suplementar pelos planos do Ipasgo Saúde.

Relembre o acidente

O acidente teve início quando um aparelho radiológico abandonado do Instituto Goiano de Radiologia foi rompido e sua cápsula com césio-137 foi vendida a um ferro-velho no Setor Aeroporto, passando pelas mãos de diversas pessoas antes de ser identificada pelas autoridades. A tragédia vitimou fatalmente quatro pessoas e contaminou dezenas de outras.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás — Foto: Secom-GO

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