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Vista aérea de prédios e casas do Setor Bueno, em Goiânia, sob céu azul com sol
Goiás

Professora aposentada da UFG agredida em Goiânia segue em estado grave e precisará de cirurgia de reconstrução do rosto

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A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, segue internada em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia, depois de ser agredida com uma garrafa de vidro quebrada no domingo (18), no Setor Bueno. Segundo o filho dela, Thiago Caramaschi, ela teve fraturas em praticamente todos os ossos do rosto, informação confirmada por tomografias, e precisará de cirurgia de reconstrução facial.

A saúde da professora

De acordo com o boletim da família, a cirurgia bucomaxilofacial só poderá ser feita depois que ela estiver clinicamente estável, superada a fase mais crítica das primeiras 72 horas, quando o processo inflamatório atinge o pico. Nesta quarta-feira (21), a idosa passaria por nova avaliação da equipe de bucomaxilofacial para planejar os procedimentos. Segundo o documento do Tribunal de Justiça de Goiás citado pela reportagem, ela sofreu ainda quatro perfurações nas costas, um ferimento cortante no rosto e traumatismo craniano. O hospital informou que, por sigilo, só fornece dados médicos aos pacientes e familiares.

O suspeito

O ataque foi registrado por uma câmera de segurança. Um homem de 22 anos foi preso em flagrante no domingo. Segundo a polícia, ele resistiu à prisão, ameaçou os policiais militares e foi baleado nas pernas para ser contido, e segue internado sob escolta no Hugo. Na segunda-feira (19), em audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, e ele deve responder por tentativa de feminicídio. Ao justificar a decisão, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva destacou que a quantidade de golpes, o instrumento usado e a vulnerabilidade física da vítima mostram uma brutalidade que ultrapassa a gravidade abstrata do crime.

Ao ser detido, o suspeito disse ter “ouvido vozes do céu” que ordenavam o ataque, o que levantou a suspeita inicial de surto psicótico. Na audiência, ele negou ter vícios ou transtornos psiquiátricos. A Defensoria Pública pediu um exame de sanidade mental, alegando falas desconexas e confusão sobre o ocorrido, e disse que cumpre o dever de garantir a defesa de quem não pode pagar um advogado, sem comentar o caso. O Ministério Público de Goiás se manifestou contra o exame e defendeu manter a prisão preventiva, argumentando que a conduta não indicava surto e que a liberdade dele traria risco concreto de reiteração criminosa.

A reportagem informa que, antes de atacar a professora, o suspeito aparece nas imagens em uma briga com outro homem, que conseguiu fugir. Ele é suspeito e, como todo investigado, tem direito à ampla defesa.

Fonte: g1 Goiás e TV Anhanguera (reportagens de Eliane Barros e Yanca Cristina). Foto ilustrativa: Boaventuravinicius/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

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