Pular para o conteúdo
Publicidade
Basta de Feminicídio! Denuncie! Salve uma vida! Ligue 180
Fachada do Palácio do Planalto, em Brasília, com colunas brancas e rampa de acesso
Política

Política externa no segundo turno: Lula defende o Sul Global, e Flávio Bolsonaro quer proximidade com EUA e Israel

Compartilhar

Um dos temas da campanha deste ano, a política externa tem capítulo próprio nos planos de governo dos dois candidatos no segundo turno. Segundo levantamento da Agência Brasil, o plano de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destaca o fortalecimento das relações com o Sul Global e defende, ao mesmo tempo, estimular as relações com todas as regiões do mundo. O de Flávio Bolsonaro (PL) propõe uma aproximação maior com os Estados Unidos, Israel e Argentina. Lula reservou quase seis páginas ao assunto, e Flávio, cerca de três.

As visões de mundo

O plano de Lula afirma que o mundo vive conflitos sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, com ataques ao direito internacional e tentativa de impor uma ordem mundial predatória. O de Flávio diz que a soberania se exerce “na prática”, e não com “bravatas”, e afirma que, nos últimos anos, as relações com países como Argentina, EUA e Israel foram levadas ao limite do rompimento, o que ele promete reverter com profissionalismo e foco no interesse do Brasil.

Segundo a reportagem, Flávio tem defendido as ações militares do governo de Donald Trump, como a guerra contra o Irã e a invasão da Venezuela, e critica a política do Brics de estimular o comércio entre países sem o uso do dólar. O governo Lula, por sua vez, condena os ataques militares ao Irã e a intervenção na Venezuela com a captura de Nicolás Maduro, com apelos por diálogo diplomático, respeito ao direito internacional e contenção das partes.

Defesa nacional

O plano de Lula promete fortalecer a indústria de defesa, argumentando que não há projeção internacional soberana sem capacidade de defesa. O documento cita R$ 20,4 bilhões executados em projetos estratégicos desde 2023 pelo Novo PAC, a entrega de sete caças Gripen F-39, com o primeiro produzido no Brasil neste ano, a compra de três cargueiros KC-390, a construção de quatro fragatas, com a primeira já em operação, e a produção de 226 viaturas blindadas.

Flávio, por sua vez, promete incentivar tecnologias militares com foco em inovação, em especial drones e inteligência artificial, e diz que os investimentos nas Forças Armadas devem ser compatíveis com a inserção do Brasil em diferentes blocos e grupos de países.

Fonte: Agência Brasil (reportagem de Lucas Pordeus León, publicada em 13 de outubro). Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Publicidade
Basta de Feminicídio! Denuncie! Salve uma vida! Ligue 180