Texto escrito durante a votação. O resultado oficial será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A imprensa internacional repercutiu neste domingo (25) o segundo turno da eleição presidencial brasileira, entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), e destacou a importância do resultado para a América Latina e para o mundo, segundo levantamento do g1.
El País: “todo o poder” ou “última vitória”
O espanhol El País afirmou que o Brasil decide entre “entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula”, em alusão ao fato de o Congresso ter ficado mais conservador depois do primeiro turno, com o PL passando a ter a maior bancada nas duas Casas. Para o jornal, eleger Flávio significaria ter um presidente com maioria recorde no Congresso e influência sobre o Supremo, enquanto uma vitória de Lula significaria manter o rumo político e econômico e apostar em um mundo regido por regras. O jornal também registrou que brasileiros de esquerda e de direita se mobilizaram em massa nas últimas semanas de campanha.
Associated Press e The New York Times
A agência americana Associated Press falou em “decisão tensa” e destacou a influência dos EUA e a importância da eleição para a região: segundo ela, o resultado determinará se os Estados Unidos ampliarão de forma significativa sua crescente influência na América Latina. A agência citou pesquisa Datafolha da semana, que mostrou Lula e Flávio com 50% cada, e avaliou que uma vitória de Flávio representaria uma guinada à direita do país mais populoso da região, em um ano de vitórias de aliados de Trump, e uma de Lula manteria Brasil e México sob lideranças de centro-esquerda.
O New York Times escreveu que Flávio “pode conquistar a maior vitória da direita da América Latina” e descreveu a eleição como o maior teste até agora para uma direita em ascensão que vem conquistando presidências na região. O jornal também citou o grande interesse do governo Trump no pleito, já que o presidente americano tem afinidade ideológica com Flávio.
The Guardian: “altamente imprevisível”
O britânico The Guardian classificou a eleição como altamente imprevisível e observou que a distância entre os dois candidatos é a menor já registrada para um segundo turno presidencial. Disse que Lula, de 81 anos, tenta uma volta por cima sem precedentes depois da “vitória surpreendente” do bolsonarista no primeiro turno, em que a diferença foi inferior a 2% dos votos. O jornal acrescentou que Flávio pretende dar indulto ao pai, Jair Bolsonaro, se eleito, e prometeu mudar a Constituição.
Fonte: g1 (levantamento da Redação). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.
