Os Estados Unidos, que presidem o G20 neste ano, passaram a defender no sábado (31) que o comércio de alimentos não seja usado como instrumento de “coerção econômica ou política”. A iniciativa veio depois de dois dias de discussões entre os ministros das Relações Exteriores do grupo, em Atlanta, que terminaram sem um acordo claro, segundo a agência AFP.
O que os EUA propuseram
Segundo a agência, Washington destacou a importância da medida por causa dos desafios à segurança alimentar provocados por ataques a rotas marítimas, que dificultam a entrega de combustíveis, fertilizantes e produtos agrícolas. Uma declaração da presidência americana do G20 diz que é “fundamental que a comunidade internacional concorde que o comércio de alimentos e de produtos agrícolas não deve ser utilizado como um instrumento de pressão econômica ou política”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a mensagem, mas reconheceu que os membros do G20 ainda não definiram uma estratégia comum. “Ao menos concordamos com o objetivo e a consciência de que é um problema grave, mesmo que não estejamos alinhados sobre a solução”, afirmou. Ele disse haver um entendimento geral sobre liberdade de navegação, cadeias de abastecimento de minerais essenciais e segurança alimentar, mas ponderou que resolver esses temas exigirá muito empenho.
Pano de fundo e próximos passos
De acordo com a AFP, os ministros debateram sob o peso dos conflitos que envolvem o Irã e a Ucrânia, sem perspectiva de consenso para a cúpula de líderes, marcada para meados de dezembro no complexo Doral, do presidente Donald Trump. A agência lembra que, desde que Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz em retaliação a ataques dos EUA e de Israel no fim de fevereiro, os preços globais da energia dispararam. Em entrevista coletiva, Rubio afirmou que Trump ainda não decidiu sobre a possibilidade de novos ataques.
Fonte: Notícias do Planalto, a partir de texto da agência AFP. Foto: WMrapids/Wikimedia Commons (CC0).
