O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás iniciou uma série de oficinas em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para capacitar lideranças de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas a registrarem seus territórios na Plataforma de Territórios Tradicionais (PTT). A iniciativa integra o projeto Territórios Vivos e visa dar visibilidade a populações historicamente invisibilizadas no estado.
A plataforma permite que as próprias comunidades cadastrem informações georreferenciadas sobre suas terras, além de relatos, demandas e conflitos territoriais. A ferramenta não substitui os processos formais de titulação, mas funciona como mecanismo de proteção de direitos. “Muitas vezes, quando a gente chega ao poder público, a resposta é que não se sabe onde estão localizadas essas comunidades. A plataforma surge justamente para mudar isso”, explicou Henrique Cavalcante, assessor da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), parceira do projeto.
O procurador da República Wilson Rocha, diretor executivo do projeto, reforçou a centralidade da questão territorial para esses povos. “Quando você tira o território de uma comunidade, você tira a base da sua sobrevivência”, afirmou.
As oficinas virtuais já reuniram representantes de 45 comunidades tradicionais. O ciclo presencial, iniciado na sede do MPF em Goiânia, prevê mais seis encontros em diferentes regiões de Goiás nos próximos meses.
Foto: Comunicação MPF
Fonte: Ministério Público Federal em Goiás / Procuradoria da República em Goiás

