Texto escrito durante a votação. O resultado oficial será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O chefe da missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Brasil, José Miguel Insulza, atestou a transparência e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro durante o acompanhamento da votação neste domingo (25) e pediu que os eleitores “respeitem e aceitem a vontade cidadã expressa nas urnas”.
O que a OEA disse
Insulza, ex-senador, ex-ministro das Relações Exteriores do Chile e ex-secretário-geral da OEA, afirmou que o Brasil tem um sistema eleitoral robusto, respaldado por reconhecida capacidade técnica e profissional e por ampla experiência acumulada em sucessivos pleitos. Segundo ele, nos locais observados a votação transcorreu com tranquilidade e em condições adequadas de segurança. Ele também fez um apelo para que todos aguardem com tranquilidade os resultados oficiais da Justiça Eleitoral e para que as candidaturas respeitem e aceitem a vontade expressa nas urnas.
A missão
Os observadores estiveram no país no primeiro turno, em 4 de outubro, e voltaram para o segundo. O eleitorado reúne mais de 158 milhões de pessoas, das quais mais de 136 milhões são obrigadas a votar e pouco mais de 22 milhões podem votar se quiserem, em uma das disputas presidenciais mais acirradas da história do país. A OEA envia missões ao Brasil desde 2018, e esta é a quinta.
Em julho de 2024, a organização afirmou não reconhecer o resultado anunciado pelas autoridades da Venezuela, que declararam Nicolás Maduro vencedor da eleição presidencial, e apontou indícios de distorção dos números. O g1 lembra o caso para mostrar que as avaliações da OEA nem sempre são favoráveis aos processos eleitorais da região.
Fonte: g1 (reportagem de Mariana Assis). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
