O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou no sábado (31) que decretou estado de emergência no país diante das secas e inundações associadas ao “super El Niño”, que, segundo a Agência Lusa, causa estragos em várias partes do mundo. A medida permite mobilizar mais recursos econômicos e equipes de socorro nas regiões mais críticas.
O impacto na Bolívia
Segundo o último relatório do Ministério da Defesa Civil, divulgado na semana passada, a seca atinge pouco mais de 78 mil famílias em seis dos nove departamentos bolivianos e já provocou a perda de mais de 75 mil cabeças de gado. Em mensagem à nação, Paz disse que o governo fez “um trabalho enorme para preservar o ambiente” e que o impacto do fenômeno seja “o mais reduzido possível”. Ele afirmou ainda que o episódio traz “golpes muito duros em termos de seca e inundações” e pediu a cooperação de todas as instituições.
Alerta da ONU e efeitos na região
Esta semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que o El Niño deste ano pode atingir uma intensidade sem precedentes, “ultrapassando literalmente as escalas de monitoramento” climático usadas há quatro décadas. Nos países vizinhos, o fenômeno elevou as temperaturas no Peru e favoreceu incêndios florestais que já deixaram ao menos 12 mortos, além de contribuir para a propagação da dengue, doença que causou mais 81 mortes em 2026. No Chile, foi apontado como causa do outubro mais chuvoso já registrado em Santiago.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático natural do Oceano Pacífico que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do centro e do leste do Pacífico equatorial se aquecem a partir da primavera e, nos meses seguintes, provocam mudanças significativas nos regimes de ventos, pressão e chuvas em escala mundial.
Fonte: Agência Brasil (texto da Agência Lusa). Foto: Chiliguanca/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
