Com cerca de 520 anos de história, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci (1452-1519), continua despertando a curiosidade de historiadores e do público. E uma das perguntas que ainda cercam a obra é: quem foi, de fato, a mulher retratada no quadro?
Segundo o livro “Mona Lisa — A mulher por trás do quadro” (2018), da jornalista Dianne Hales, a modelo seria Lisa Gherardini (1479-1542), nascida em Florença, na Itália, em uma família de origem nobre. Aos 15 anos, ela se casou com Francesco del Giocondo, um comerciante rico, mas sem sangue nobre.
Por que “Mona”?
O nome do quadro não é exatamente um nome próprio: “Mona” era a forma como as senhoras eram chamadas na Itália renascentista — uma abreviação de “madonna”, algo como “minha senhora”.
Na época, o casamento era, antes de tudo, um negócio. O dote pago pela família da noiva podia aumentar em cerca de 23% o patrimônio do noivo, consumindo 14% dos bens do pai dela. As mulheres eram tratadas como moeda de troca, e com Lisa não foi diferente. Ela teve seis filhos com Francesco e morreu aos 63 anos.
Um retrato encomendado pelo marido
Lisa só ficou conhecida por séculos porque o marido encomendou seu retrato a um pintor que era vizinho da família: Leonardo da Vinci. O trabalho começou em 1503, quando ela ainda era jovem. A pintura, de apenas 53 cm de largura por 77 cm de altura, foi retocada pelo artista durante anos, e até hoje estudiosos tentam decifrar o que ele quis transmitir com o famoso sorriso.
Em 2005, pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, encontraram uma anotação de 1503, feita por Agostino Vespucci, assistente de Leonardo, que mencionava que o artista trabalhava no retrato de Lisa.
Mesmo assim, o Museu do Louvre, em Paris, onde a obra está exposta, prefere a cautela. Segundo o museu, é certo que Leonardo pintava, em 1503, o retrato de uma senhora florentina chamada Lisa del Giocondo, mas não é possível afirmar com absoluta certeza que esse retrato seja o quadro exposto no Louvre.
Fonte: CNN Brasil. Imagem: Domínio Público.
