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Avião de passageiros de companhia aérea taxiando em uma pista do aeroporto de Roma Fiumicino, com gramado em primeiro plano
Mundo

Ameaças falsas de bomba atingem ao menos 27 voos na Europa; nenhum país assume autoria, e Rússia e Irã negam envolvimento

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Ameaças falsas de bomba interromperam pelo menos 27 voos de passageiros em toda a Europa nesta quinta-feira (5), forçaram pousos não programados e levaram caças a escoltar ou interceptar aeronaves, segundo a Reuters, em texto publicado pela Agência Brasil. Foi a segunda onda do tipo na semana: na terça (3), ao menos sete voos e um navio de cruzeiro também receberam ameaças falsas. Nenhum país assumiu a autoria.

O que aconteceu

Na França, o gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu informou que enviou caças para interceptar um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma e escoltá-lo até uma base aérea em Évreux, depois que o piloto não cooperou com as autoridades como esperado. Na Bulgária, caças escoltaram três aviões até o solo, e um voo da Ryanair de Londres para Sófia foi desviado para Plovdiv. Na Espanha, a polícia recebeu três ameaças por e-mail em 20 minutos, envolvendo voos da Air Europa e da Iberia; aeronaves foram retidas ou voltaram ao portão em Madri, e os passageiros desembarcaram para inspeção. Em Varsóvia, um voo da LOT para Paris foi interrompido durante a taxiagem, e a polícia dinamarquesa revistou duas aeronaves em Copenhague. Outros voos pousaram como previsto, alguns depois de escolta militar.

Uma fonte aeroportuária na Itália disse à Reuters que um e-mail com o assunto “Relatório de ameaça” foi enviado a companhias aéreas e operadores dos aeroportos de Fiumicino, em Roma, e de Malpensa, em Milão. A mensagem, assinada por “lutadores do Estado Masculino”, dizia que havia dispositivos em voos vindos de Helsinque e Dublin e que explodiriam em 60 minutos. A Reuters não conseguiu confirmar quem enviou o e-mail. Uma passageira de um voo da Wizz Air vindo de Milão contou à Digi TV que o avião foi levado para o meio da pista em Bucareste e cercado por caminhões de bombeiros, ambulâncias e unidades antiterroristas.

Suspeitas e cautelas

As ameaças ocorrem quando muitas autoridades europeias acusam a Rússia de orquestrar sabotagens e “ataques híbridos”, de baixo custo e fáceis de negar. Dinamarca, Polônia e Romênia, afetadas pelas interrupções desta quinta, já tinham acusado Moscou diretamente, e a Alemanha culpou a Rússia por um ataque em agosto no aeroporto de Leipzig. O Reino Unido associou o Irã a uma suposta conspiração contra uma base aérea dos EUA. Rússia e Irã negam qualquer envolvimento.

Eric Schouten, chefe do grupo de segurança aeronáutica Dyami, disse que a maioria dos países afetados apoia a Ucrânia na guerra. Analistas da consultoria Osprey Flight Solutions afirmaram que uma ligação com a campanha híbrida russa é “probabilidade realista”, mas alertaram que também são possíveis outras explicações, como indivíduos agindo por motivos pessoais e imitadores. O diretor de segurança de voo da Associação Britânica de Pilotos de Linhas Aéreas, Joji Waites, disse que as companhias não agem diante de ameaças a menos que avaliadores as considerem críveis.

Fonte: Agência Brasil (reportagem da Reuters). Foto: Karelj/Wikimedia Commons (domínio público).

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